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Recanto das letras

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

MENSAGEM DIVINA...



Tocam os sinos, cantam os anjos,
A lua brilha, em forte tom dourado,
É natal e Ele veio, perdoando nossos pecados,
E numa pequena manjedoura, iniciou seu reinado...          

Foi assim que Jesus nasceu e assim quer ser lembrado,
Como um simples mortal, que está conosco, lado a lado,
E, que levemos ao mundo, tudo que nos tem ensinado,
Que devemos ser irmãos, do pobre, do rejeitado... 

Por isto, quando vi um menino, caído que chorava,
Corri para ampará-lo, seu pequeno braço sangrava,
Quando fixei seus olhos, vi neles tanto carinho,
Tive certeza de ter visto, junto dele um anjinho...

Soube então, ser a verdade que Ele me mandava,
Uma mensagem Divina, que o próprio Jesus enviava,
Para achá-lo não se precisa ir longe, era a Sua santa resposta,
Ele pode estar ali, em qualquer pobre menino... Caído na calçada...

       Lani

                 Queridos amigos, só hoje coloco meu poema de natal,  pois 
estive impossibilitada de fazê-lo e de visitá-los, devido a falta de sinal
 de internet, que perdurou por incríveis 7 dias.
                 A todos meus votos de um "ANO NOVO" abençoado.
                                                                                         Zilani.


segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

ILUSÃO...



Com ela posso dizer ser a mais bela,
Por ela posso conhecer todo o mundo,
Se ela estiver comigo, me compreenda,
Para te convencer só preciso de um segundo...

Tenho o amor mais sincero e nem o quero,
Para ser feliz não necessito de ninguém,
Da vida, sem nada pedir tudo recebo,
E nem sequer preciso amar alguém...

Ter saudade é para quem se ilude,
Sofrer é para quem tem coração,
Amor é um sentimento que confunde,
Para mim, prefiro a ilusão...

Atrás dela é fácil esconder-me,
Faço dela minha conselheira,
Não amo, não me doo, mas, sei que irei arrepender-me,
Pois terei só ilusão... Por minha eterna companheira...

                Lani

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

PALAVRAS AO VENTO...


     Foram as que disse ao teu ouvido,
     Baixinho, sussurrando, com carinho,
     Pedi-te, amor, leva-me contigo,
     Para sempre, quero estar ao teu abrigo...

     Quantas vezes gritei aos quatro ventos teu nome,
     Implorando, te pedi para ficares,
     Mas não me ouviste, seguiste em frente,
     Sem, nem para trás olhares...

     Te vi partindo, em teu cavalo branco, alado,
     Estavas indo embora, para todo o sempre,
     Meu coração partido, só queria estar contigo,
     E voar, pelas estrelas, eternamente...
   
     Seguiste resoluto, em teu voo, solitário,
     Menosprezando, meu amor e meu carinho,
     Dissestes não querer ouvir, meu lamento,
    Por serem só... Palavras soltas... Jogadas ao vento...

       Lani

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

ABISMO DA SALVAÇÃO...





 Sento no abismo, a atração é imensa,
 Vejo o mar a debater-se na rocha, com violência,
 Como num filme, repasso, minha história,
 Não encontro um elo, que me avive a memória...

 E em minha busca tresloucada,
 A mente me mostra, quadro a quadro desfocada,
 Minha vida pregressa, vazia de mim,
 E meu inevitável, triste e amargo fim...

 Me entrego a ti mar e aceito minha sina, sem batalha,
 Podes levar-me, teu fundo será minha mortalha,
 De tudo que lutei, pouco resta e nesta hora,
 Minha vida nada vale, sou pedra ao fundo, morta...

 Olho para o céu rezando, enquanto já o ar me falta,
 Mas, uma onda forte vem me abraça e me agasalha,
 Sussurra ao meu ouvido, - Não chegou a tua hora,
 Ainda tens amor no coração... Vá... Espalha...

        Lani

terça-feira, 27 de novembro de 2012

CORAÇÃO FERIDO...




     Queres voltar para mim, mas que ironia,
     Ao ver-te partir, tudo dentro de mim, também morria,
     Por ti conheci a dor da desilusão, que eu não conhecia,
     Sem ti, foi viver cada dia em pura agonia...

     Como posso aceitar tua volta, se nada vivo ficou,
     Até a flor de nosso jardim, de tristeza murchou,
     Se tudo que chorei, nada para ti significou,
     Se todo o amor que te dei, não te emocionou...

     Enquanto saias, no chão eu desabava,
     E tu, resoluto para a porta caminhavas,
     Agora, não voltes mais te peço, por favor,
     Não creio que um dia me tiveste amor...

     Segue teu caminho, me dê à chance,
     De encontrar carinho e amor mais adiante,
     Este coração partido, que por ti foi preterido,
     Não quer que voltes, ouve seu pedido,
     Fique longe...  Ele ainda está... Muito ferido...
 

        Lani
    
     

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

ETERNA BUSCA...


             Vou sair à procura de mim, não me espere, vou demorar,
              Posso ir perto ou muito longe, no infinito a qualquer lugar,
              Vou subir até as estrelas, em constelações vou me buscar,
              Vou ao sol perguntar a seus raios, se eles podem me ajudar...
             
              Subirei na montanha mais alta, se lá não me encontrar,
              Pedirei ajuda aos anjos, para que venham me salvar,
              É que não posso seguir adiante, se não sei onde pisar,
              Quem sabe se eles conseguem, uma direção me indicar...

               Agora, só resta me procurar, na imensidão do espaço sideral,
               Se não adiantar, cair a noite e a escuridão for geral,
               Vou tatear tocar cada estrela, numa última busca pelo astral,
               Se tudo for em vão, me convencerei, que sou um ser irreal...

               Nada haverá a lamentar, nem mesmo adiantará chorar,
               Pois, minhas lágrimas secas, não regarão as flores do altar,
               Cansada da vida, sofrida, não mais irei tão alto tentar,
               Entrego-me a ti vento, me leve, espalhe minh ’alma ao luar,
               Pois, passei a vida tentando, sem nunca...
               Ter conseguido me achar...

                       Lani
               

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

O ÚLTIMO CONCERTO...




 Enquanto os acordes do piano enchiam o teatro,
 Propagavam-se, como labaredas de fogo, preenchendo cada espaço,
 O maestro tocando, olhos fixos, puro encantamento,
 As respirações trancadas, silêncio absoluto, reinando...

 Os dedos ágeis incitavam as teclas a lhe obedecer, seguros,
 E delas os sons se sobrepunham, baixos, ou violentos,
 Ora como se quisessem explodir as paredes e sair pela noite,
 Ora como passarinho liberto a encantar com seu voo suave...

 Nos momentos em que as teclas pareciam ser feridas,
 Choravam, sob os dedos que como dardos as sangravam, magoados,
 Aos toques fortes gemiam, a dizer de suas tristezas e lamentos,
 Tudo silenciava e só se ouvia o farfalhar dos vestidos, das damas...

 Novamente uma tecla é solicitada e ela se exibe, exuberante,
 Corações querem saltar do peito, na magia do momento envolvente,
 O pianista respira fundo e faz o piano soltar um grito, lancinante,
 E o silêncio é quebrado e a melodia se impõe e domina o ambiente...

 A música se instala no ar e na alma de quem a ouve, neste crescente,
 O pianista se levanta se curva e ao público agradece, humildemente,
 Que só então seus cabelos brancos e seus olhos brilhantes, percebe,
 Ele beija comovido seu piano... Que silencia para sempre...
 E de pé é apludido... Neste último concerto... Comovente...

      Lani

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

O ANDARILHO...



Sombra que desliza na noite, solitário, sem ninguém,
Perambula, sem rumo, seu destino está aquém,
A cada esquina, para, como se esperasse alguém,
É anônimo, companheiro da fome e dela se fez refém...

Transita nos parques, enquanto todos dormem,
Só entra em bons lugares depois que os outros saem,
Seu alimento é a sobra, se não comerem,
Dinheiro no bolso, apenas a esmola, se que lhe derem...

Quando chove, se molha, pois abrigo não tem,
Se tiver uma dor, aguenta, vai dizer para quem,
Deita para sonhar, mas até os sonhos o excluem,
A solidão o acorda, está só e de chorar seus olhos ardem...     

Ao olhar para o céu, conta as estrelas, que aparecem,
Em seu devaneio, pensa serem belas crianças a lhe sorrirem,
Na noite sombria, reza, pedindo a Deus que com ele falem,
Encontra alguém, tenta sorrir... Mas, todos dele fogem...

   Lani




segunda-feira, 29 de outubro de 2012

A LUA POR TESTEMUNHA...


Enquanto a lua banha de prata toda a terra,
A noite desce, por campos e estradas, sobe a serra,
E lá no alto, abre os braços, faz o sinal da cruz,
Abraça o mundo, louvando ao Mestre Jesus...

E a mata virgem, agora explode em perfumes e cores,
Aproveita a cumplicidade do escuro, brinda aos novos amores,
E no ar se espalha o fértil pólen das flores,
A fera se abranda e se acasala, do vento, se ouvem clamores...

As estrelas surgem no céu, libertas, brilhantes,
Sabem que a noite é efêmera, só lhes dura um instante,
Correm para o mar e se miram neste espelho ondulante,
E ali na imensidão, se convencem que seu brilho é constante...

O universo, com a lua prateada como testemunha, atua,
Os anjos se acomodam nos berços, descem a terra, impura,
O homem na calada da noite, uma guerra manipula,
Em desespero... A natureza chora e gesticula...
Para impedi-lo de cavar... A própria sepultura...

    Lani


segunda-feira, 22 de outubro de 2012

O MENINO PASSARINHO...





Pela cidade se esgueira invisível, sem ninguém,
Pessoas passam, o olham, mas, não o veem,
Franzino, menino, homem, alguém,
Pensa se está na vida, ou se já, no além...

Enquanto o dia passa, esconde-se na fumaça,
Indefeso, a mercê da maldade que o abraça,
Procura uma moeda, jogada ao chão,
Que na certa, não será para comprar o pão...

Já quase inconsciente, inerte, nada mais sente,
E a vida agora bonita, redemoinho de cores, mente,
O leva ao sonho, às vezes medonho, doente,
Enquanto definha, criança perdida, ausente...

Num canto escuro, por instinto se abriga,
Enrosca-se e nos próprios braços se acalenta,
Talvez sonhe que é a mãe que o coloca no ninho,
E no frio da noite, sozinho... Voou... O pequeno passarinho...

  Lani

domingo, 14 de outubro de 2012

POEMA INACABADO...



     Desde jovem o poeta e ela, vinham neste banco sentar,
     Sob esta árvore frondosa, com lindas flores a adornar,
     Fazendo juras de amor, para ela a recitar,
     Enquanto ouviam, abraçados, os pássaros a cantar...

     Juntos faziam planos, vida longa sem desenganos,
     E assim o poeta cantou, em versos por muitos anos,
     Agora só, ele vem para a praça lentamente,
     Traz o velho caderno, companheiro de todo o sempre...

     Senta no banco todas as tardes, a escrever sem parar,
     É o poema do adeus, que não consegue acabar,
     Gesticula com as mãos, como se a quisesse alcançar,
     Está ele, como sempre, para ela a declamar...

     O sol já se põe no horizonte, e ele continua ali sentado,
     Com a derradeira estrofe, do verso, agora acabado...
     O velho poeta, enfim, havia descansado...
     E o caderno em seu colo jazia...
     Pelas lágrimas banhado...

        Lani

         Com este texto participei do " I° PROSAS POÉTICAS " do amigo e escritor J. R. Viviani,
ao qual agradeço.
                      abrçs        
                                 
     

sábado, 6 de outubro de 2012

FELIZ ANIVERSÁRIO, ALESSANDRO...




      Na vertente de água cristalina de nossas vidas, cada filho que nos vêm, é como se fosse uma pequena gota desta água, que será sorvida lentamente, dia após dia, ano após ano e da qual nunca esqueceremos o sabor.
     A vertente, não seca, continua a nos fornecer esta gota vital, com a qual nos abastecemos e matamos a sede deste filho.
     Conforme ele cresce, esta gota, já não lhe é mais suficiente, ele precisa de mais água, pois aumentou sua sede, do saber, do conhecer, do viver e do caminhar com seus próprios pés, então ele vai em busca disso.
     Mas, ao se deparar com a imensidão do mar, afoito que está prova desta água e ao sentir seu sabor salgado, arrefece o ímpeto e aprende, que a água do mar está toda a sua frente e na qual pode se lançar a qualquer momento, mas, a que mata realmente sua sede, é aquela que lhe foi oferecida, gota a gota e que estará sempre ali, quando dela precisar, na vertente da vida e do verdadeiro amor...

     Filho querido, recebe esta mensagem de tua família que te ama muito.

     Escrevi este texto, pela passagem do aniversário de meu filho Alessandro, dia 7 de outubro.

          Lani





segunda-feira, 1 de outubro de 2012

NATUREZA...

imagem- josephine wall

Como mãe, te mostras mágica e bondosa,

Esbanjando beleza, doação, vida e amor,
Se choras, molhas a terra, quando sofrida e seca,
Ao sorrir, mandas o sol, em todo seu esplendor...

Para matar a fome, fazes brotar o fruto que amadurece,
Com a sombra fresca, combates o escaldante calor,
O vento, carregando a poeira, o solo varre,
Deixas que ele corra livre, pelos montes, é senhor...

Ao acordares, fresca, exalando o perfume das flores,
Espreguiçando-te ao sol, languidamente,
Enfeitas-te, de muitas cores e sabores,
Banhas o corpo virgem, em água corrente...

 Natureza, que na noite clara, também linda te mostras,
 Com estrelas fazes um brilhante colar,
 Enrolas-te insinuante, nas nuvens da primavera,
 Nua... Te cobres com flores... Esperando o dia raiar...


  Lani



segunda-feira, 24 de setembro de 2012

CHUVA REDENTORA...



Chove chuva, lava minha alma sofrida,
Corre, para o caudaloso rio da minha vida,
Leva contigo o que resta de meu coração,
Para que ele se renove, na água benta da redenção...

Que cada pingo, ao molhar a terra seca da ilusão,
Torne-a novamente fértil, flores nascendo em profusão,
Como se  lágrimas fossem, de anjos, em oração,
Rogando a Deus, por minha salvação...

Chove chuva, limpando as vidraças da minha janela,
Para que eu possa novamente ver como a vida é bela,
Que a natureza se renova, depois da devastação,
E que a vida não para, segue o ciclo da criação...

Peço, que esta chuva que agora meu corpo molha,
Seja o bálsamo para compor, minha nova história,
Que das roupas molhadas do passado, me dispa,
E que, generosa... Traga amor, para minha vida...

     Lani

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

LÁGRIMAS DE GUERREIRO...



Galgar, o monte mais alto, o jovem guerreiro sonhou,
Por isso, pai, mãe e amores, para traz deixou,
Nada o impediria de dar este grande salto, pensou,
Queria ser o rei, o melhor e para o mundo se lançou...

Na rigidez da subida, o pé na pedra feriu,
Mas, forte que era do caminho a afastou, nem sentiu,      
Sua carne, no espinho da saudade rasgou,
Nem ligou e muito sangue da ferida jorrou...

Com braço de ferro, seu caminho abriu,
Muito lutou, mas, a ninguém abraçou, esqueceu,
Tão afoito estava, que nem viu a quem feriu,
Ventou, choveu e o grande guerreiro envelheceu...

Para chegar ao lugar mais alto, toda sua vida dedicou,
É o rei, está no topo do mundo e enfim no trono sentou,
Mas, olha para a imensidão e sente que seu tempo passou,
E o guerreiro arrependido... Vencido... Sozinho, chorou...

      Lani

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

UM SONHO BOM...


Na noite gelada, como alma penada,
Abraça seu corpo quase nu, buscando calor,
Com frio, medo e desamparada,
Era Maria coitada, só com sua dor...

Sem dinheiro, comida, bebida ou drogas,
Sua bolsa surrada é só o que não perdeu,
Olha seu corpo, marcado por chagas,
Não o reconhece, acha que não é o seu...

E da menina linda, pouco resta ou nada,
Na abstinência forçada, enfim, se reconheceu,
Tenta esconder-se, dela mesma num canto da calçada,
Num buraco sujo, como quem já morreu...

De tanto chorar, adormecer ela faz jus,
Sonha com um homem, que a acalenta e não pede nada,
Não a machuca nem a molesta, só a beija na testa...
Quando acorda e o vê indo embora, grita entristecida,
- Não me deixe sozinha!... Por favor... Volta Jesus...

   Lani(Zilani Celia)

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

FRAGMENTOS...


  Sozinha, escrevi mais de mil vezes, teu nome,
 Outras tantas, repeti saudade,
 Amor, em vão rabisquei que o papel rasguei,
 E pela janela, chorando o joguei...
   
  Só não sabia, que junto minh’alma iria,
 Partida em pedaços, lançada ao vento,
 Que não mais se reconstruiria,
 E, assim, não passaria de um fragmento...

Abro meus olhos, ainda vejo o mundo que passa,
Me escondo no escuro, de meus pensamentos,
Minhas mãos tremulas, molho na chuva,
Das lágrimas, dos, arrependimentos...

 Um fogo arde, queima fundo, minhas entranhas,
 Recordações, palavras de adeus, agora estranhas,
 Triste, vejo teu rosto, que se consome nas chamas,    
 Mas, saio do escuro Ressurjo das cinzas...
 A vida me chama...


    Lani (ZILANI Celia)

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

MOMENTO MÁGICO...


E no caminho me vejo, seguido pelo tempo,
Perguntando-me, por aquele momento,
Aquele mágico, de trancar a respiração,
Digo-lhe, ser em vão, está vazio, meu coração...

Diz-me então, com ironia o tempo, - Teu momento passou,
Deves tê-lo deixado, naquela lágrima que chorou,
Naquele momento errado da vida, que muito te custou,
Ou quem sabe, no peito de quem não te amou...

-Onde está o teu momento?
Pergunta-me, incisivo e quase gritando, o tempo,
-Agora, não adianta chorares ou teres arrependimento,
Sozinho, terás consciência de teu lamento...

- Pobre coitado, viverás só, triste e desgraçado,
-Só terás as lembranças, do momento encantado,
-Pois em tua cegueira, não viste, desvairado,
-Que ele esteve... Por muito tempo a teu lado...

    Lani

terça-feira, 21 de agosto de 2012

NOITE ALTA...


  Um vento frio, gela meu corpo,
A crueza da noite deita-se, sobre mim,
Maldosa, a lua ri com escarnio,
Pois, meu amor chegou ao fim...

Onde estão, meu sorriso e alegria?
Seguem perdidos, nessa noite fria,
Que, de tão escura amedronta,
Minh’alma triste, que sem abrigo se encontra...

E a estrela, que fingida, pisca p’ra mim,
É só ilusão, deste coração, sofrido,
Que se lança do peito, desiludido,
Indo em busca, de um amor real, enfim...

E, ao dobrar a última esquina da vida,
Encurralada, penso ser meu fim,
Quando reconheço um vulto, cambaleando,
É meu coração, quase morto... Chorando...
Querendo voltar, para mim...

        Lani( Zilani Celia)                                                                     

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

A SOMBRA

                       
              Com a noite, ela vem, sorrateiramente,
              Esgueira-se pelas ruas, lentamente,
              Procura sua presa, como serpente,
              É a sombra, presenciando um crime, impunemente...

              Quando a lâmina brilha no escuro,
              Rasga a carne, golpe desferido, profundo,
              Lambe o sangue, rindo alto, do moribundo,
              Despreza a vida, sombra nua, correndo mundo...

              Seu tempo já se esgota, mas, amor ela procura,
              Corpos brilham, iluminados pela lua,
              Sorve o gozo alheio e como ladra, continua,
              Encobre os amantes e traiçoeira, se insinua...

              Na flor da lama, boca vermelha, pintada,
              Enrola-se em seu corpo, quase sem nada,
              Segue sem rumo, desesperada... Será sombra, morta...
              Pela rival, que desponta... A fria, madrugada...


              Lani (Zilani Celia)

sábado, 11 de agosto de 2012

"PAI"

      Choveu, ventou, muito tempo se passou, mas, ainda guardo em meu coração, pequenas histórias, momentos, que somados, são uma vida inteira e tu pai, estás em todos eles.
      Tua imagem sagrada é, como um bálsamo, que colocado na ferida da saudade, a torna menos dolorida, mas nunca menor, menos importante, apenas, um pouco  mais amena.
      Lembrar de ti, é rever uma família, pai, mãe, irmãos, em volta de uma mesa, onde o alimento vinha de ti, não só o do corpo, mas, o da alma, que tão bem sabias ofertar e colocar sempre neles, muito carinho, muito amor, tua sabedoria e mais que tudo, tua generosidade de pai, para o qual, em primeiro lugar, estavam teus filhos queridos.
      “Um abraço a todos os pais, presentes fisicamente e aos que permanecem só no coração de cada um de seus filhos”

  

    Lani

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

CENA FINAL


Espero que ao abrir-se a porta o teatro esteja lotado,
Para que, na última apresentação, este artista inveterado,
Possa em vida, romper este silêncio, postergado,
E contar minha derradeira história, sendo enfim, aclamado...

Se achares triste, chores comigo, ou sorria, me fará bem,
Pensar que como artista da vida, consegui emocionar alguém,
E, ao ver as luzes se ascenderem e tudo acabar,
Teu aplauso possa, meu triste gemido, abafar...

Espero, que em cada cena, seja visível minha entrega,
Que meu corpo conte, o que com palavras não diga,
Que em meus olhos permaneça, uma última lágrima,
Para que vejas, que por ti, for derramada...

E que ao cair o pano, na cena final, do palco da vida,
Eu possa levar uma imagem, gravada em minha retina,
Ver-te em pé, me aplaudindo, na primeira fila,
Beijando a flor que te joguei... Já envolto na neblina...


      Lani ( Zilani Celia)

segunda-feira, 30 de julho de 2012

O VIOLINO


Só nas noites, em que a lua brilhante, se derrama,
Ouve-se os acordes tristes, do violino que chama,
Pois a musa, para quem compôs a serenata,
Não abre mais a janela, permanece  cerrada...

Enquanto toca, a saudade o consome,
Cada corda vibra, chamando por seu nome,
Dando vazão, à tristeza de seu coração,
Que por ela espera, sabendo, ser em vão...

Quando jovem, tocava, sob esta mesma sacada,
Ela linda aparecia, pelo luar banhada,
Beijava uma flor, sorria e lhe jogava,
E ele com amor, a todas guardava...

Ainda as conserva, secas, amareladas,
Aperta uma na mão, a beija, banhado em lágrimas,
O violino, também chora, nesta noite enluarada,
Entoando a sonata... Da “janela fechada”...



  Lani (Zilani Celia)

segunda-feira, 23 de julho de 2012

MARIAS (DA PENHA)?

Com um filho, apertado nos braços,
O outro, a segurar-lhe a saia,
Ela treme, acuada no canto,
Enquanto ele, bêbado, entra na sala...

Não a olha, nem sequer cumprimenta,
Nos filhos, não dá um beijo sequer...
Como pode, amar este homem,
E ainda, continuar sendo, sua mulher...

E na tortura de saber, o que a espera,
Chora e em silêncio... Reza,
Os filhos protegendo, acomoda, no berço,
Falta pouco, para o recomeço...

Amanhã, curará do corpo as feridas,
Gritou, mas como sempre, não foi socorrida,
Vitima, dela mesma...
De um homem... Da vida...


    Lani

segunda-feira, 16 de julho de 2012

ATO DE AMOR

      Sei que queres partir...
      Vá amor, mas vá sem despedida,
      Minha tristeza será desmedida,
      Mas, juro, vou me reconstruir...

     Se meu pranto me castiga,
     Te digo do vazio, que será  minha vida,
     Mas, dizes ser esta, a hora, decisiva,
     Que, já muito, retardaste tua ida...

     Se, mais que a mim mesma te amo,
     Como viver sem tua presença,
     Esperar para ver-te de novo, sem saber quando,
     Sei que, vou chorar muito, em tua ausência...

     Mas, quando quiseres, aqui, podes voltar,
     Estarei sempre, neste mesmo lugar,
     Abraçar-te de novo, esperando,
     Sempre te amando...  Te abençoando...

     Amor... Com minha bênção, vá com Deus,
     Não posso desviar-te, o caminho é só teu,
     Te trouxe ao mundo, mas não és meu... 
     A vida é tua... Filho... Vá... Adeus...  

         Lani  

     
      Escrevi este texto a 3 anos atrás, para o” Tiago” meu filho mais novo, quando de sua saída de casa, para ir morar só.
       Hoje, eu o coloco aqui, para comemorar seu aniversário no dia 20 de julho, como minha homenagem a ele por esta data.
        Quem tem filhos, sabe que este momento é bastante complicado, mas pelos quais temos que passar e dar-lhes nosso apoio para que sigam com coragem e sucesso.
        “Parabéns filho,  que Deus te dê tudo de melhor que esta vida tiver a oferecer “. Bjs

segunda-feira, 9 de julho de 2012

DANÇA ETERNA



DANÇA ETERNA   9 JULHO 2012

Nossa música soa na noite, longínqua,
É o som que me chama e embala minha vida,
Quando a ouço, a correr me lanço, enlouquecida,
Tentando ver-te, no escuro, de qualquer esquina...

E para encontrar-te, vou, em ânsia louca,
Sigo o som que me envolve, me alcança,
Meus olhos dementes te veem, na penumbra,
Meu corpo treme, ao enlaçares, minha cintura...

E como ágape, nos unimos, nesse momento,
Nossas almas dançam juntas, há tanto tempo,
Ouço-te jurar-me, amor eterno, te contemplo,
Mas, tuas palavras, se confundem, com o vento...

Aos poucos, o som apaga-se de minha mente,
Não abro os olhos, sinto-te ainda, a minha frente,
Não vá embora, imploro baixinho, clemente,
Dance comigo... Nossa música... Eternamente...


Lani ( Zilani Celia)

segunda-feira, 2 de julho de 2012

AGRADECER

Agradecer... Agradecer...

              É o que quero fazer hoje, “    PRIMEIRO ANO DE BLOG”.
              Agradeço aos amigos que nesta caminhada consegui. 
          Uma caminhada que começou timidamente, com um blog lançado, apenas para funcionar como um arquivo para meus escritos, mas, que á medida da interação de meus companheiros, com seus comentários, passou a ser de muita importância para mim.
              Sei que todos me entendem, porque só quem está na blogosfera, pode saber como, amigos chamados “virtuais” começam a fazer parte de nossas vidas e ter este total entendimento e cumplicidade.
              Agradeço assim a todos, amigos e parceiros por este primeiro ano, que graças a vocês, é uma realidade da qual tenho muito orgulho e prazer.
             

              Orgulho de ser tua amiga,
              Benfazeja tua opinião,
         Rimados sejam meus versos,
         Inestimável, tua interação,
         Grande é minha alegria,
         Almas em comunhão,
         Desejando ter a todos,
         Aqui, no meu coração...
             
              Lani

segunda-feira, 25 de junho de 2012

ESPINHOS DA VIDA

              Depois de muito viver, perguntei à vida,
              - Porque razão me fizeste penar?
              Agora será tua vez de pagar,
              - Quero uma flor perfumada,
              Por cada lágrima que me fizeste derramar...

              Poderias ter impedido, se é do destino o sofrer,
              E, que minha caminhada, numa leve jornada se transformasse,
              Não permitindo, que a este amor não correspondido me entregasse,
              E, a cada manhã, ter que minhas tristezas e lágrimas sorver...

              Com voz calma e grave, a vida me responde:
              -Estas flores que ora reclamas, sempre estiveram em teu jardim,
              Teus olhos, cegos não às viram, nem sentiste o perfume do jasmim,
              Mas, te digo, perfumaram teu caminho do princípio ao fim,
              Choraste sim, mas, não de dor, porque os espinhos que eram teus...
              Eu sempre os guardei para mim...

                         
                     Lani  (Zilani Celia)

segunda-feira, 18 de junho de 2012

VOCÊ...


             Você é a luz que ilumina meu caminho,
              A seta que indica meu destino,
              A estrela que brilha em meu céu,
              A mão que retira meu véu...

              O coração que bate junto ao meu,
              A flor que em meu quarto amanheceu,
              O lençol de seda molhado,
              Pelo suor de teu corpo marcado...

              Você é a melodia, solta no ar,
              A cortina pelo vento a balançar,
              O sonho da minha insônia,
              Do meu coração a parcimônia...

              O jogo do amor a quatro paredes,
              A água, no deserto matando a minha sede,
              A vida e desencanto de meu viver,
              A tua ausência ao amanhecer...

             
            Lani
              

segunda-feira, 11 de junho de 2012

O FAROL


Coração, náufrago em alto mar, à deriva,
Que, uma tábua de salvação procura,
À noite o acompanha, nesta jornada profana,
E a lua, o ampara em sua loucura...

E o mar revolto, que em sua fúria, não perdoa,
Leva para longe o coração da outra pessoa,
Deixar-se afundar, abandonar-se a morte, pensa,
Quando, um farol avista, acha que sonha...

E, vencendo as ondas, na imensidão,
Luta consigo mesmo, com o mar, com a devastação,
Afogando-se, na própria solidão,
Em desespero nada... Não encontrando nada, só a desilusão...

Este farol que vislumbra...  Na escuridão...
É a luz resplandecente, de um coração...
Nadando, em sua direção...

Lani

segunda-feira, 4 de junho de 2012

FLOR DA LAMA


              Rosa menina que desabrocha na lama,
              Flor, princesa, nascida sem realeza,
              Suas pétalas, tão cedo arrancadas,
              Jazem agora, inertes, na cama...

              Despojada de seu manto de rainha,
              Pelas noites, solitária caminha,
              A mercê da rua, da chuva, da vida,
              Sua coroa é só, uma bijuteria...

              Seu único enfeite é uma flor,
              Sem viço, está murcha e sem cor,
              A coloca no peito e sai em busca de amor,
              Só encontrando, sua companheira, a dor...

              A cada manhã, Rosa mais triste retorna,
              Nas mãos, só trás migalhas, esmolas,
              Da menina flor... Já nada mais resta,
              Olha-se no espelho, lamenta... E chora...

              Lani   (Zilani Celia)

segunda-feira, 28 de maio de 2012

A APOSTA


    Ao apostar com o anjo me pus a procurar, era o amor verdadeiro, que eu deveria encontrar.
   Eu confiante achava, que amor na terra era abundante, e que ele estava, logo ali, adiante.
   O anjo, sorrindo me diz. – Se quiseres, ainda podes desistir!
   Minha aposta, na certa foi alta, apostei minha vida, que muito amor ainda havia, quanto a desistir, isto eu não faria.
   Para provar que estava certo, saí pelo mundo a andar. Tomei um banho de mar, atravessei uma montanha, na floresta me alimentei de frutos, a fera aceitou meu afago, então, emocionado, frente a todo este legado, gritei para o anjo, que o amor verdadeiro, eu havia encontrado.
    O anjo então, veio me informar- É claro, este é fácil de achar, ele provém de Deus e está em tudo e qualquer lugar!
    -Tens que encontrá-lo, no coração de um homem, o que será mais complicado, ele pensa saber tudo, ser dono de seu destino e estar andando sozinho. Mal sabe ele, que estou sempre ao seu lado, para fazê-lo ver, o que é certo ou errado, mas, não me compreende, e no caminho da vida erra e nem sequer se arrepende.
    Já meio desanimado falei - E agora amigo anjo, procurei tanto o amor no ser humano, mas só na natureza o encontrei, devo dar-te minha vida, já que ela apostei?
    O anjo, então com carinho, me aconchega no peito um menino...
    Ao olhar o pequenino, vi que todo ele brilhava...
    Entendi a mensagem, que ele singelamente me dava.
    Soube então, que nem tudo estava perdido.
    E que no coração, do recém- nascido...
    O amor verdadeiro... Havia permanecido...

         Lani