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Recanto das letras

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

A MAGIA DO NATAL...


Noite de Natal - Recados e Imagens para orkut, facebook, tumblr e hi5
Família reunida, sentimentos latentes,
Olho para a árvore, repleta de bolinhas brilhantes,
As crianças brincam, em sua euforia, inocentes,
Esperam pelo Papai Noel e os sonhados presentes...

Viajo no tempo, por alguns instantes,
Penso em meus filhos pequenos, sinto saudades,
Uma onda sublime, meu coração, invade,
Suspiro profundamente e volto à realidade...

Observo de longe como se os visse do alto,
São já adultos, o momento para mim é mágico,
Abraçam-se com carinho, sei estar neles, arraigado,
O amor, que foi em seus corações, plantado...

Uma lágrima, teimosa, quer de meus olhos saltar,
Não a posso conter e a deixo rolar,
Disfarço ao vê-lo, de mim se aproximar,
- Vem vovó!   Vem comigo brincar...

Corre a seguir, ao outro lado da sala,
Puxa o vovô pela mão, que os filhos, também contemplava,
Nossos olhos se encontram os dele, também marejados,
Sabíamos estar, pelo mesmo motivo...  Emocionados...


         Lani (Zilani Celia)
   
 Desejo aos amigos que aqui vierem, um Natal com as bênçãos do Pai e
  que o Novo Ano, venha para unir no amor e na paz a todos nós.
      "FELIZ NATAL"

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

REDENÇÃO...

                                     

Figura solitária que caminha, sem destino,
Agora um homem, mas, no coração, um menino,
Sofrido, como pássaro que abandona o ninho,
Deixou o que de mais caro tinha e segue agora, sozinho...

Para, em frente à casa que outrora foi sua, no escuro,
Houve dos filhos as vozes e de seu peito o soluço,
Triste, ali fica chorando, a Deus pedindo perdão,
Desesperado crava as unhas, sangrando a palma da mão...

Traçou o próprio destino é da vida peregrino,
Trás no corpo as marcas, de seus desatinos,
Toda a noite percorre, o mesmo caminho,
Só para ver, mesmo de longe, seus pequeninos...

A porta se abre, ele corre em sua direção,
Quer fugir, está travado, ouve a própria pulsação,
Uma mãozinha pequena, segura a sua, não consegue fugir,
-Vem papai, me conta uma história, está na hora de dormir...



          Lani      (Zilani Celia)

domingo, 23 de novembro de 2014

MOMENTO INESQUECÍVEL...

 Os olhos se cruzam, por um momento,
Já se olharam assim, faz muito tempo,
A mente aguçada, lhe trás à lembrança,
Um jovem bonito, quase criança...

Vê-se, também menina, naquele olhar,
Com belo vestido de festa, está com ele a dançar,
Sente seu braço forte, enlaçando sua cintura,
Num rasgo de lucidez, entende ser, pura loucura...

A atração é tão forte que não mais resiste,
Ele continua a fitá-la, ninguém mais existe,
Entrega-se à música, o abraça, carinhosamente,
Deixa levar-se e rodopiam, languidamente...

São tantas as luzes que a deixam tonta,
Sente que o tempo passou, dá-se conta,
O príncipe ainda existe, mas, só em seu pensamento,
Emocionada sorri, por reviver... Aquele lindo momento...

      Lani   (Zilani Celia)



quarta-feira, 12 de novembro de 2014

CORPO ERRANTE...

      Agradeço ao amigo J.R. Viviani, pela organização do  "3º prosas poéticas" e divulgo aqui o texto com o qual participei do evento.
 

Após percorrer tantos caminhos,
Carente de verdadeiros sentimentos,
Revelo os invernos que gelaram minh’alma,
Que carente se entrega, submissa e calma...

Sou corpo errante, em noites de chuva fria,
Que se abriga no escuro, na mais pura agonia,
Sem conforto, sem um sincero abraço,
Dentes cerrados, tremendo, de frio e cansaço...

Arrasto-me, de encontro ao injustificado,
Sofrendo perdas, pelo tanto que tenha errado,
Acuso no peito, cada golpe, em mim desferido,
A dor é intensa, e o sangrar é desmedido...

Ao raiar o dia, inicia meu novo calvário,
Coloco a máscara, num gesto arbitrário,
Suturo as chagas...  Estanco o sangue...
Rasgo a boca, para sorrir...  Exangue...


          Lani   (Zilani Celia)

     

sábado, 1 de novembro de 2014

EFEMERIDADES...

 A melodia a envolve e ela a sente,
Sua mente se expande, suavemente,
Desce as escadas, elegantemente,
O vestido leve, em seu corpo enrosca, como serpente...

De seus verdes olhos, saltam, faíscas flamejantes,
De seus lábios vermelhos, sorrisos, nada inocentes,
De seus cabelos, como ouro, luzes emanam,
De seu corpo perfeito, os sentidos, assomam...

Caminha, seu andar é de uma deusa,
Não é mais menina, é mulher adulta, feita,
Monopoliza olhares, finge não se dar conta,
Tem todos aos seus pés, sabe que os encanta...

Atravessa o salão da vida, é sua dança derradeira,
No lado oposto, o vazio, só a solidão a espreita,
Tenta postergar o tempo, que passou, foi embora,
Seu mundo mudou... Está só... E isto a apavora...

          Lani      (Zilani Celia)





segunda-feira, 20 de outubro de 2014

ILUSÃO PERDIDA...


Desperta, senta na cama e reza,
Pensa no que fazer se só começou o dia,
Não tem ninguém, triste e fundo, suspira,
Está só, com a própria companhia...

Levanta-se, com gestos lentos veste a roupa,
Uma agonia imensa, seu pensamento, povoa,
A neve insiste em cair, congelando a rua,
Atingindo sua alma, que fria, continua...

Sai, andando pela calçada,
Muitos rostos, que não lhe dizem nada,
Estranhos, para quem, um sorriso mendiga,
Peito dorido, corpo sentindo, profunda fadiga...

Queria rogar, lhe voltasse o tempo,
Que trouxesse um amor, puro e sem sofrimento,
Juraria senti-lo, até seu último alento,
Morreria feliz, teria vivido...  Um lindo momento...


             Lani           ( Zilani Celia)



sábado, 11 de outubro de 2014

POR TEU DIA, CRIANÇA...


Consentes contente, criança,
Que a vida se estabeleça,
Em ti faz-se a flor que enfeita a vida,
Resplandece toda a natureza...

Abre-se uma pequena concha,
Expondo a mais pura pérola,
 Que no amor concebeu-se, vida,
 E, sua essência, cultiva...

Deves crescer entre risos e afagos,
Acreditando, que há fadas nos lagos,
Que a família é teu porto seguro,
Zelando, por teu lindo futuro...

Protegida, como o bem mais sagrado,
Retribuirás um dia, todo este cuidado,
Feliz, crescerás, sabendo-te amada,
Criança, és por “Deus”... Todo o dia, abençoada...


Lani                   (Zilani Celia)
            Para homenagear meu neto  Pedro e querendo que ele saiba o tanto que representa para nossa família e o quanto de amor que por ele temos.
       Que todas as crianças do mundo recebam  respeito, carinho e o cuidado dos quais são merecedoras.

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

A LENDA DA SEREIA...



À luz da lua, transforma-se em mulher,
Sai à cata, de um incauto qualquer,
O seduz com seu canto o torna cativo,
O conduz, ao sonho, rumo ao infinito...

Em seus cabelos, os movimentos do mar,
Seu corpo molhado reluzindo, ao luar,
Faz da penumbra, Seu véu de sedução,
O mistério que a envolve, é dele a perdição...

Sua pele macia exala o cheiro, da flor,
Sua boca entoa cânticos, ao amor,
O enlaça, num abraço mágico, encantado,
Seu corpo ao dele se funde, num ato consumado...

                Assim, o encanta e ele entregue adormece,
O orvalho, cúmplice, sabe o que acontece,
Que ao raiar do dia, não mais estarão na areia,
Ele foi para o fundo do mar...  Seguiu a sereia...


   Lani               (Zilani Celia)

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

A ÁRVORE...

 Te prendes ao solo e dele absorves a vida,
Sempre ao relento, só, desprotegida,
Enquanto jovem, do vento podes ser vítima,
E pela tempestade, arrancada e destruída...

Resistes e cresces sabedora de tua missão,
Vais dar frutos e sombra, com dedicação,
Ao desabrigado, darás guarida para dormir,
E ao menino, o prazer de em teus galhos subir...

Quando frondosa, o ninho agasalharás ao chover,
Em teu regaço, o pássaro cantará ao alvorecer,
Na noite quente, receberás do orvalho a frescura,
Como no inverno, sentirás do frio a agrura...

Ao chegar, o outono te tirará folha a folha, implacável,
A ele te entregarás, mas, farás um tapete admirável,
E quando na primavera, florires novamente,
Enfeitarás a mãe natureza, garbosa... Exuberante...

       Lani     (Zilani Celia)
  




segunda-feira, 8 de setembro de 2014

CAMINHANTES DA NOITE...

                                                                                       Imagem- Dorina Costras.
Descortinou-se a noite em fria madrugada,
Seguem os dois, trôpegos, caminhando pela calçada,
Numa nudez miserável, o corpo ela mostra,
Trapos imundos e insuficientes, já nem se importa...

Seriam pessoas ou espectros assustadores,
Não sentem fome nem frio, só da alma, os ardores,
São meros escravos, do escuro que finda,
E do dia, que injusto os mostra, mais reais ainda...

Quem passa se afasta, os olhando de lado,
Nem percebem o desprezo, de que são alvo,
Ele, em viagem, se apoia, no ombro dela,
Ela sorri, fora de si, pensa estar numa passarela...

E num vai e vem, sem rumo, sempre a andar,
Buscam o nada, que nem sabem onde encontrar,
Só esperam a lua amiga, lhes trazer o luar,
Para voltarem ao sonho... E, numa estrela, voar...


                    Lani        (Zilani Celia)

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

ALIENAÇÃO...



Olha-se no espelho, no escuro, é noite,
Vê-se, mas, não mais se reconhece,
Solta os cabelos, que lhe caem aos ombros,
E magicamente, é conduzida, de volta aos sonhos...

Retira as roupas, se desvencilha,
Lentamente, uma a uma, ao chão, as lança,
A música está tão alta que a deixa tonta,
Os sapatos joga longe e sozinha, dança...

Assim como veio ao mundo, sem nada, nua,
Das vaidades, despida e de alma pura,
Aliena-se de um mundo que a rejeita,
E, resignadamente, seu destino, aceita...

Já não está sozinha, naquela hora,
Abraça a própria imagem, que no espelho chora,
Quer secar suas lágrimas, não as alcança,
Perdeu a razão... Por falta de esperança,
Sorri, pensa ver um anjo... Voltou a ser criança...


     Lani               (Zilani Celia)

domingo, 17 de agosto de 2014

FINGIDA HARMONIA...


  
O silêncio pesa, entra pelas entranhas,
Nenhum som, nem ao menos palavras estranhas,
Dois seres agora, ocupando lugares diversos,
Nem os olhos se encontram, pensamentos dispersos...

Suas almas repousam, de sofrer, cansadas,
Em noites vazias, sós, desesperançadas,
Em jazigo perpétuo, cada sonho enterrado,
E o pranto ecoando, nas paredes do quarto...

Cama coberta, com lençóis de dissabores,
Não é mais macia, endurecida por rancores,
Carinhos não feitos, paralisados, adormecidos,
Engessados em tempos, já quase esquecidos...

E, enquanto o amor, lhes escorre da vida,
A solidão se agiganta, grande, desmedida,
Representam uma harmonia, irreal e fingida,
Na qual sucumbem... Morrendo um pouco, a cada dia...


         Lani        (Zilani Celia)

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

PAI!


   Escrevi esta poesia pensando em meu pai, que já não se encontra mais aqui em presença física, mas, que estará vivo para sempre em meu coração.

                            "PAI"

Quando pequena, me deste a mão, não tive medo,
Eras meu pai, me mostraste a vida e seus segredos,
E eu confiante, segui em frente, sempre te vendo,
Um passo atrás, me dando amparo, me protegendo...

Quando crescida, fui para a escola me ensinaste,
Que, estudar era preciso, fazia parte,
Escrevi teu nome em meu caderno, te orgulhaste,
Vi em teu rosto, todo o carinho com que me olhaste...

Ao ficar adulta segui à vida, mas, sempre te vi,
Quietinho, a me olhar de longe e, não entendi,
Que sem palavras, me preparavas, para viver sem ti,
Sabias que eu ficaria só...  Que, não estarias mais aqui...

Pai, tua falta me dói... Quero sentir de novo, teu abraço...
Pousar a cabeça em teu ombro e falar-te do meu cansaço...
Como em criança, em teu colo adormecer e feliz, sonhar...
Com nós dois... De mãos dadas... Novamente, a passear...



                        Lani   (Zilani Celia)

       

  Para meu marido, Luiz Rossatto, nosso abraço carinhoso por seu dia, eu e teus filhos, Inaliz, Alessandro e Tiago .

                        
   Para o Alessandro, nosso filho, que é pai do querido neto Pedro, um grande beijo.

PARA TODOS OS PAPAIS QUE POR AQUI PASSAREM MEU GRANDE ABRAÇO.

Zilani Celia.

quarta-feira, 30 de julho de 2014

TATUAGEM AO LUAR...

  
  
Num ritual, solitário e sagrado,
Em bela noite de luar,
Tatuou o nome dela, no corpo,
O sangue lavou no mar...

A água tingiu-se de vermelho,
A lua refletiu, como se, um espelho,
O rosto pálido, os lábios crispados,
E, adeus, a sofrimentos represados...

As lágrimas, formaram grandes ondas,
Que correram céleres, jogando, espumas brancas,
Encobriram a cena, prevendo o gesto impuro,
Não deixaram ninguém ver, tornaram o dia, escuro...

Lançou-se ao mar, alma estática, corpo ereto,
Entregou-se ele, do sofrer liberto,
Brilhou, no peito ferido, o nome escrito,
Gravado com o sangue... Que por ela, foi vertido...

          Lani              (Zilani Celia)




domingo, 20 de julho de 2014

INCOERÊNCIAS...


 
Há! Se te falasse tudo que pensa,
Diria que te ama e te odeia, de forma intensa,
E, quando afirmasse, que és tudo para ela,
Não saberias, se verdade ou mais incoerências dela...

Se um dia disser, para ires embora,
Seu coração aflito, dirá que não chegou a hora,
Que fala, só da boca pr’a fora,
Para não acreditares, no que te diz agora...

E, quando achares que a tens na mão,
Verás, que é pedra preciosa, sem lapidação,
Assim, se quiseres que seja, tua joia rara,
Terás, que admirar o brilho, que dela emana...

E, depois de grandes esforços e conquistas,
De muitas flores e promessas descabidas,
Ao perguntares, se quer contigo, dividir a vida,
Poderá dizer que sim... Ou, não...  Que, está arrependida...

  Lani                           (Zilani Celia)

quarta-feira, 9 de julho de 2014

TERRA SECA...


A tarde cai, escaldante, asfixiante,
Da estrada, poeirenta é caminhante,
A vegetação seca é seu tapete,
Uma nuvem encobre o sol, seria bom, se chovesse...

Arrasta seu vestido pela areia quente,
Na pele, a secura da vida que sempre teve,
Os cabelos queimados lhe cobrem os ombros,
Os pés feridos tropeçam, em antigos sonhos...

Olha para o céu, com olhar suplicante,
Pede- lhe de volta o amor, que se foi para sempre,
Partiu, em busca de uma vida melhor,
Para ela só restou, solidão e desamor...

Seu ventre árido, nunca verá crescer,
Não trará um filho, a esta terra, para sofrer,
Ser mãe da seca é ter que verter lágrimas, ao chorar,
Para a sede da criança... Com seu pranto, saciar...


             Lani      (Zilani Celia)

segunda-feira, 30 de junho de 2014

ESPADA IMPLACÁVEL...



Vejo-te ai, pobre guerreiro, audaz,
Corações feriste, os deixando a sangrar,
Agora, depões as armas, já não podes lutar,
Só pensaste na vítima, como fera, voraz...

Foste atingido, pela chama implacável do tempo,
Impotente beijas o solo, fraco, moribundo,
De teu peito aberto, escorre o sonho,
Vermelho, tingido pelo sangue do abandono...

De nada adianta implorares, ou te levantares,
Sozinho estás, e ninguém te ouvirá se gritares,
Não tens, onde apoiar teu corpo dorido,
Sacudido agora, por um pranto sofrido...

A espada que erroneamente, empunhaste,
No cabo gravado, o nome, de cada um que abateste,
É teu único troféu, pois, não te arrependeste,
Não pediste perdão...  Teu tempo passou...  Perdeste...


               Lani                (Zilani Celia)

sábado, 21 de junho de 2014

MILAGRES DA NATUREZA...


  
Ouviu-se na noite, escura e quente,
Um grito forte, lancinante,
De dor, tristeza, angustiante,
Era o vento, ao ver a árvore, agonizante...

Parou, fez-lhe um carinho, seguiu em frente,
Uma lágrima sentida rolou, insistentemente,
Precisava correr, tentar impedir,
Pois, já ouvia o estrondo, de outra árvore a cair...

Empurrou com força, o homem que a mutilava,
Sem entender porque, só no escuro as derrubava,
Queria, com seu sopro pará-lo, seu corpo ferir,
Mas, havia outro e mais uma serra a zunir...

O vento, impotente e triste, se pôs a chorar,
Pensa em toda a terra, com seu pranto alagar,
Mas, ao ver cair da árvore morta, um passarinho,
Para e se amansa...  Só p’ra salvar, o filhotinho...

        Lani                     (Zilani Celia)


quarta-feira, 11 de junho de 2014

ETERNOS NAMORADOS...



Noite de inverno, fria, céu estrelado,
Coloca um xale nos ombros,
Sai pr'a rua, caminha sobre os escombros,
De um antigo sonho, pela vida, adiado...

Vai, até o parque da esquina, passos cansados,
Nesta hora vazio, como os corações dos abandonados,
Iluminados pela lua, seus cabelos brancos,
Refletem as luzes e seus desencantos...

Ele se foi, não esquece aquele momento,
Disse que voltaria, mas, faz tanto tempo,
Já não o espera a saudade é seu alento,
Enrola-se no xale e clama, pelo esquecimento...

A luz no parque, pouco ilumina,
Reconhece o vulto que dela se aproxima,
Senta ao seu lado e chora, num pranto pungente,
Pede perdão... A abraça e beija... Como antigamente...


                          Lani                      (Zilani Celia)

segunda-feira, 2 de junho de 2014

VERSOS QUE CHORAM...



Versos, não são só palavras soltas, eflúvios,
São sim, pedaços de vidas, escritos,
Sentimentos, pela mente do poeta, urdidos,
Que os sente, como se por ele fossem vividos...

Versos escorrem da alma como do vulcão a lava,
Se, falam de amor, trazem consigo o perfume da flor,
Mas, se da tristeza tirou inspiração, ao compor,
O pobre poeta sofreu, pois de cada um, assimilou a dor...

Versos, que se expandem na voz do declamador,
 Entregues em sonhos, para as rimas ele compor,
 Formando suaves ondas, alcançam no céu os anjos,
São assim, transformados em poesias, poemas e cantos...

Versos são como filhos, trazendo pedaços de nós,
Ao dizê-los, do poeta embarga-se a voz,
Pois sabe, que ao último poema da vida declamar,
Verá cada um de seus versos... No papel...  A chorar...


        Lani           ( Zilani Celia)

sábado, 24 de maio de 2014

O CANTO DO PASSARINHO...



Escuto um pássaro, cantar ao longe,
Acho tão lindo presto atenção, ele se esconde,
Onde estará e chorará por quem?
Só um coração triste, tamanha tristeza, contém...

À medida que o ouço, algo me vem à mente,
Como tão pequenino, cantar assim tão pungente,
Emociona quem o ouve, ecoa tão longe,
Um lamento, que soa, dolorosamente...

O som, de uma grande árvore vinha,
Vi seu ninho vazio, seria por isso que choraria?
Ou, quem sabe pela poluição, que a cidade encobria?
Talvez pelo menino, que esmola na esquina pedia...

Daquela tarde no parque ainda lembro,
O tempo vai longe, mas, não esqueço o pobrezinho,
Nunca saberei, por que chorava o passarinho,
Mas, sei que não era canto... Era sim... Um sentido pranto...


          Lani            (Zilani Celia)

quarta-feira, 14 de maio de 2014

CORAÇÃO ALADO...

  
Ah! Coração!
Lembro-te jovem, com belas asas,
Voando alto, buscando sonhos,
E, era tão bom e eram tantos...

Vem comigo, vamos buscá-los no vento,
Mesmo sendo, nosso último alento,
Reviver cada um, nem que só por um dia,
Depois, exorcizá-los, na hora da Ave-Maria...

E após cada sonho, reencontrado,
Dar-lhe adeus, como se fora vivenciado,
Pertenceu a um tempo hora distante,
D’um passado já morto, o mundo seguiu em frente...

Ah! Coração... Velho, cansado,
Se já não podes voar, então, sonha acordado,
Mantenha contigo a essência da criança,
Está tudo aí... Gravado em tua lembrança...

     Lani               (Zilani Celia)


sábado, 10 de maio de 2014

MÃES SÃO ESTRELAS...



Voei alto em meu pensamento,
Alcancei as alturas, o firmamento,
Tentando saber o que me diria o vento,
Coração aflito para falar, mas, sem tempo...

Querendo algo, que não tivesse sido dito,
Especial, saído da alma, alto, como se um grito,
Dizer-te do amor que ainda trago no peito,
Que em vida, não soube dar-te direito...

Imaginando abraçar-te, como antigamente,
Choro a saudade, de tua figura, ainda presente,
Faz-me falta, teu afeto, forte, pulsante,
Deito-me a noite, para contigo sonhar, novamente...

Mas, mensagens, me chegam do céu, tão pungentes,
Que a mãe, ao partir, fica do lado do “Pai”, para sempre,
Sentada num trono, bordado de estrelas, flamejantes,
No colo um anjo... Que a chama de mãe... Pelo filho, ausente...


       Lani                  (Zilani Celia)

terça-feira, 6 de maio de 2014

DE VOLTA À VIDA...


Olha por uma fresta o mundo,
Surpreende-se, por um só segundo,
Pois, sabe que reclusa, sonhos não construiu,
Alienada, por tanto tempo esteve, que nada viu...

A luz, clara se esgueira, lhe ofusca a visão,
O ar puro penetra, preenche seu coração,
O sol que entra a aquece se faz presente,
Olha a lua e chora, pelo tanto que esteve ausente...

Seu olhar é tímido, como da adolescente, menina,
A cada passo, se equilibra como o faz o malabarista,
Pensa ter asas d’um pássaro, se lança no espaço,
Joga-se, corajosa ao vento, sem medo ou cansaço...

À solidão, que por tanto tempo lhe foi companheira,
Dá adeus, pois agora, ela é dor passageira,
Dos próprios escombros, ressurge forte, inteira,
Volta à vida, renasce...  É mulher...  É guerreira...


               Lani             (Zilani Celia)

quarta-feira, 23 de abril de 2014

(DE) MENTE...


  
Acordo assustada e onde estou não sei,
Num momento triste da vida, no qual me condensei,
Aprisionada, onde eu mesma me amarrei,
E, com incoerência meus sonhos desintegrei...

Se, nem lembranças restaram de minha história,
Cansada, alojo-me no escuro, alma desconsolada,
Como demente, a delirar, mente embotada,
Quero lembrar, mas, não posso, estou fortemente amarrada...

E no vazio que me envolve, fico me procurando,
Reconheço-me, num átomo de segundo,
Sou a imagem ainda gravada em minha mente,
Não a desfigurada, que vislumbro, insistentemente...

Meu espírito sofre, preso a um corpo decadente,
Vou libertá-lo, deixá-lo ir embora, livremente,
Abrir, o grilhão imaginário, que a ele me prende,
Assim, sem mim... Será livre, novamente...

Lani              (Zilani Celia)





sábado, 12 de abril de 2014

UM CORPO VAZIO...


 Deu adeus baixinho, sussurrando,
Ao ver o amor, se afastando,
Lentamente pelo escuro se envolvendo,
E sua figura, ir pouco a pouco se apagando...

Era apenas um corpo, ali plantado, parado,
O coração batendo forte, querendo acordá-lo,
Pulava em seu peito, desesperado,
Ele não se movia e não atendia seu chamado...

Suas veias pulsavam, como um rio bravio,
E ele paralisado, com o semblante doentio,
Seu sangue corria nas veias, em ebulição,
Vendo tudo chocar-se, como água num paredão...

Seus olhos vermelhos, rasos de lágrimas,
Que não corriam, paradas, estupefatas,
Queriam jogar-se, inundar lhe as faces,
Fazê-lo atrás do amor correr, talvez isto adiantasse...

As pernas se dobraram, ele caiu de joelhos,
Não há como ouvir do corpo os apelos,
Pois a alma cansada com o amor foi embora,
Deixou o corpo vazio...  Só com lembranças, agora...

      
  Lani              (Zilani Celia)


domingo, 30 de março de 2014

CRUELDADE...


  
De joelhos, me posto,
Ante ti, cruel verdade,
Deixo, que me arranques do sonho,
E me exponhas, à dura realidade...

Abres meus olhos com os dedos e vejo o que não quero,
Arrastas-me, pelos cabelos, me abres sem dó, o peito,
Acendes os holofotes do palco embolorado,
E me expões como caça, morta em holocausto...

E assim cruel verdade, louca, alucinada,
Gritas-me impropérios, rindo, realizada,
Maldosa, me fizeste ver, o que sou agora,
Nada, do que pensava ser, eu mesma me enganava...

Enquanto a plateia de zumbis, a verdade, aplaude,
Um anjo se sobrepõe, a minha triste imagem,
Arruma meus cabelos, com um manto azul, me cobre,
E pela mão me leva... Para a mais linda viagem...

Lani                                  (Zilani Celia)






terça-feira, 18 de março de 2014

ÁGUAS PROFUNDAS...



 Lentamente, pela margem do rio do destino, ando,
Absorta, o vejo, a descer devagarinho, manso,
Suas águas profundas e escuras, como um manto,
Me atraem e a elas, quase me lanço...

Louca, penso ver-te, a me chamar,
E o rio, que passa por mim, tuas lágrimas a rolar,
A mesma aragem fria, que me paralisa, me envolve,
Te arrasta para longe, te leva embora, corre...

Vejo pegadas na areia e solitária as sigo,
Penso no quanto é extenso, este novo caminho,
Sei, que ao ver-te novamente, estarei fortalecida,
Pisei, nas marcas d’um anjo, que me trouxe de volta à vida...

E, se o amor me esperar numa curva da estrada,
O trarei para passear comigo, numa noite enluarada,
Faremos novas marcas, profundas, na areia fina,
 Paralelas, d’um casal, que de mãos entrelaçadas... Caminha...
       
 Lani                                     (Zilani Celia)